Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2012

 

fotogramas vieira



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Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012


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Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2012

 

embora em determinados casos prefira a não-ficção à ficção pura e dura, que muitas vezes é melhor do que a realidade mas isso são outros quinhentos, outros mil, lá peguei no epigrama de estaline por gostar de ler sobre o koba, o vissarionovitch, o paizinho dos povos, o dhugashvili, o zé dos bigodes, vá, que ainda aqui há atrasado lá teve umas t-shirts à venda na festa da atalaia-seixal, enfim, há sempre quem tenha saudades doentes do que não viveu, resumindo, lá peguei no romance do robert littell, por curiosidade pai de jonathan "escreve que nem um bulldozer" littell, romance esse que pega na vida do poeta Osip Mandelstam para retratar os anos de chumbo da rússia soviética, os loucos anos 30 dos julgamentos, da paranóia, dos interrogatórios, das deportações, das purgas, da criação do realismo socialista para as artes, da desconfiança em relação aos homens e mulheres de letras, e Mandelstam foi um dos que melhor conheceu o ditado pela boca morre o peixe, pelo desafio morre o poeta, tudo bem contado numa história polifónica entre figuras reais e figuras fictícias, com alguns rasgos de humor, uma escrita límpida, um horror a coser as partes, bingo. tudo porque Mandelstam decidiu passar de poeta a "contador da verdade". tudo porque o século xx foi aquilo que sabemos. uma curiosidade: por cá o romance foi publicado nesta edição da Civilização, empresa que detém as livrarias Bulhosa e que segundo se sabe tem andado a brincar aos salários em atraso. e às purgas a funcionários que levantam a garimpa. há coisas com graça. há, há.

 

ps: à luz do novo processo de micro-book crossing irmão lúcia, este livro foi largado hoje de manhã na esplanada do largo do camões 



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Domingo, 22 de Janeiro de 2012

vai-se a ver, tropeçou e caiu na pobreza.



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Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2012

Cavaco diz que as reformas dele não chegarão para pagar despesas



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Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012

Ruca é como Schettino, também só vai ver porno quando cai para dentro do cinebolso.



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Terça-feira, 17 de Janeiro de 2012

derivado a questões com aquilo a que se chama "profissão" agora devo ir cortar o pêlo a um sítio de grife, daqueles onde sempre tive medo de pôr o pé por achar que nem sequer roupa tinha para lá ir, mas agora olha, como é à pendura estudassem, lá fui eu todo lampeiro para as zonas trendies da cidade, e mal assomo ao cabeleireiro lá vejo um poster gigante dos sex pistols, bom presságio, pensei eu, e quem me deu as boas-vindas também era natural da ilha das libras, até juro pelo minha saudinha que lá vi uma action figure do sid vicious, daquelas que o nuno markl compra mas sem ser o darth vader nem o batman nem o vasco palmeirim, e por isso não contava que o meu cortador, como os dos bifes, fosse uma réplica de um mebro dos europe em mil nove e oitenta e seis, estudasse eu, agora, simpático eficiente prestável, porém, e com umas melenas de sonho e uns ademanes de toureiro enquanto me tesourava a lã que lá ia caindo para o chão de pedra vintage, isto enquanto um comparsa atendia o telefone garantindo que cortava cabelos "e não só", pela minha saudinha, outra vez, e ao mesmo tempo que as colunas bombavam a inacreditável música de dança que tende a enxamear o espaço público, antes os europe, que diabo, dizia, a inacreditável música de dança alguém a mande emigrar passos coelho ou outro qualquer, mas só depois da poda, entenda-se, que também brindou uma senhora de provecta idade e uma moça que até fez um desenho para mostrar como é que queria o penteado, tudo à escolha do freguês, desde que possua a tal grife, ou um certo elan ou um lápis viarco com que se antecipa a direcção do risco e o comprimento das pontas, um mimo. à saída, acenos e sorrisos e a paragem do 758 e um senhor de pullover em padrão argyle a ressonar em registo boca escancarada ao passo que a vizinha da frente arriscava explicações com um singelo "olha, deu-lhe o quentinho". e nem foi preciso passar pelo secador.



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Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2012

 

rabiscos vieira

 

via cadeirão voltaire



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atirem-me



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Sábado, 14 de Janeiro de 2012


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Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2012

hoje, derivado a questões, tive de ir a um dos locais mais míticos de lisboa, mais precisamente à casa sonotone, moldes e o catano, e depois de deambular em busca das novas instalações nas cercanias do martim moniz, com o putedo senhor alfredo mais brando, com obras em frente ao supermercado chinês que é um mimo, lá entrei porta dentro ao som de um pim-pom, como naquelas lojas de fotografia dos centros comerciais, pim-pom, entrou alguém, pim-pom, saiu alguém, pim-pom, e tentei estabelecer comunicação, o que não foi fácil, o rosto da sonotone à rua do arco do marquês de alegrete é uma senhora surda, coadjuvada por outro indivíduo que ouve, uma benesse, dizia, uma senhora surda que faz moldes e que é muito simpática e disponível e profissional e surda, enfim, senti-me como se tivesse ido à multiópticas para ser atendido pelo podem-crer-que-eu-continuo-a-agradecer-a-quem-tiver-a-bondade-ou-a-possibilidade-de-me-auxiliar, true story, atendido e satisfeito e pés ao caminho até à paragem de autocarro depois de passar em frente a uma montra com relógios AMANI e belos casios da candonga mais caros do que em marrocos, embrulha, olha, tanto com que me entreter, queres ver que ainda perco o 711? queres ver?



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Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2012

 

 

ainda não tinha deitado as unhas ao último Valter porque, e agora deitei-lhas, meses depois daquelas polémicas em volta de críticos, estrelas, formas de ler e desbastar, Maria do Rosário no ringue com Riço Direitinho e o diabo a sete, a mil, homens, claro, e digo que valeu a pena ter amanhecido, ter entardecido com este canhenho, não é o meu favorito dos Valteres que já tomei, se é que Valteres existe, pois que ainda ninguém destronou no meu coração as senhoras do Apocalipse mas que se lixe, ninguém como ele maneja a insustentável leveza da crueldade, desta vez um pouco mais mansa derretida condescendente mas ninguém como ele. disse. e é que depois de ler gente desta laia, entre anões, homens maricas, ucranianos de usar, santos de carne e osso, carpideiras, proto-suicidas, galinhas gigantes, o capeta me carregue se tenho vontade de escrever mais alguma coisa. abrenúncio.



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Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2012



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Terça-feira, 10 de Janeiro de 2012

 

 

cascata



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Segunda-feira, 9 de Janeiro de 2012

"No dia em Casio Santos ficou a pensar na vida dentro de uma carruagem em movimento perpétuo, para lá e para cá a medir implicações, erros de avaliação, imperfeições, tiros no pé, amores malsãos e tudo, a saída da composição levou a uma estação quase vazia, a um tropeção nas escadas por indigência, por falta de forças, por ter deixado de acreditar que vale a pena sair do cais e subir,

 

um pé após o o outro

 

como dizia a senhora dos tratamentos, responsável por Casio depois do incrível capotanço emocional que se seguiu a uma separação alicerçada em dívidas créditos recriminações o raio das férias mal-paridas em Punta Cana e as prestações e o filho que não se calava

 

um pé após o outro

 

mas demasiado devagar para explicar a alguém por que é que se movia tão devagar, ainda por cima com um cartão expirado, depois da uma já ninguém abre as cancelas por favor. Nem por nada. Depois da uma o vazio e a perspectiva de uma noite em claro em frente às cancelas de acrílico impiedoso, daques sem coração. Como Casio. E agora?"

 

se bem que eu preferia ter sido convidado para baptizar outras estações, do género "jardim zoológico eukanuba". mas pronto. é o que temos.



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rabiscos vieira



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Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2012

 

allah hu akbar



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Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2012

http://yodafazcenas.tumblr.com/



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