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irmão lúcia



Terça-feira, 29.07.08

nómadas ma non troppo



camaron e tomatito em post dedicado ao rescaldo da infame quinta da fonte, que deu de beber a muito disparate e línguas escaldadas, diz que lá a água ferve, mas por bem, por força de se ter feito uma expo dedicada aos oceanos, mais, às pessoas, menos, atiradas para este e outros bairros, veja-se os míticos e também ciganos do vale do forno, agora vestidos de ameixoeira depois de anos a viver num paiol de armas abandonado, por força da construção civil, do gil e dos cardosos e cunhas, 400 almas amontoadas na terra de ninguém, longe da vista, longe dos telejornais, muitos séculos a sobreviver trouxeram-nos aqui, pois se até a nossa dona maria, a primeira, queria arrancar-lhes os descendentes à força, se a gnr tem ordem para meter o focinho nos trapos dos ditos, e no pasa nada, recorde-se até o meio milhão feito em cinzas em oswieçim, polónia, para não invocar o nome alemão e maldito, leia-se as recompensas que até ao século XIX se ofereciam pela europa fora por um cigano mutilado ou pelo menos com um olho vazado, consulte-se o enterrem-me de pé da isabel fonseca, editorial teorema, custa pouco mais que nada a preço de saldo, é instrutivo e a sodilivros quer desfazer-se do stock enquanto o cigano, digo, o diabo esfrega um olho (são). cá na terra dos brancos costumes a coisa vai um pouco mais mansa mas encontre-se lá outro burgo onde ciganice seja sinónimo de trafulhice, em que chamar cigano a fulano equivale a ofensa de carácter, tudo para gáudio dos nossos comentadores-lançadores de achas para a fogueira do degredo de lisboa, que os pobres não devem ser cobaias nem instrumentos de estado, e eu quase concordo, que bons eram os tempos do bairro da musgueira, norte e sul, da quinta grande, do bairro do relógio, da barracaria nas murtas e na picheleira, que idílio do indivíduo entregue a si próprio, quem não tem saudades dessa lisboa pré-programa especial de realojamento, mais pitoresca, mais construção-em-madeira-com-telhado-de-zinco, e assim havia ciganitos para mostrar no habitat natural, sem andarem à bulha com os pretos, ou com os brancos quando calha, nas pausas de unhas que tocam guitarra. e por falar nela, o camaron e o tomatito também gostavam de nos dar música, e dão o mote a este post, fazendo lembrar ingredientes de uma salada à escolha no vitaminas & companhia, houvesse salmão, ovo cozido e massa fusile e estava o repasto composto, no meu habitat natural de centro comercial isto é o topo a que chega a minha sofisticação, nas pausas do trabalho a mastigar as refeições sempre sozinho mas com os ciganos entre outros enjeitados na minha cabeça, rezando pelo dia em que o sinónimo de trafulhice seja "coluna de opinião em jornal de referência". acho que o dito não vem longe.

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por Pedro Vieira às 19:21


4 comentários

De D. Maria e o Coelhinho a 29.07.2008 às 23:18

nem cidades nem periferia..

prefiro as floresta, a floresta donde me enxotou o meu coelhinho

De Anónimo a 30.07.2008 às 11:27

meu caro amigo,

anda tudo tão distraido com os tiros e afins que ninguem se parece agora lembrar que aquilo não era para ser um bairro social!
era tudo para ser vendido, mas como não deu o empreiteiro lá conseguiu tornar o seu investimento num bairro social...
as maravilhas do nosso estado de direito democratico.

De Anónimo a 30.07.2008 às 11:51

meu caro,

você é lindo (quer-se dizer bém bõm)...
jabraços

De reporter x a 31.07.2008 às 23:53

Valeu tudo a pena só para ver o Camaron de La Isla e o Tomatito!
Soy gitano e vengo a tu casamento!

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