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irmão lúcia



Sexta-feira, 10.10.08

em stereo a partir do covil gauchiste # não sem quantos

um espectro paira sobre a europa, o espectro das bichas casamenteiras, que já conseguiram passar a perna aos belgas, aos holandeses, aos noruegueses e aos espanhóis, tudo terras de gente esquisita, uns são pedófilos, outros drógados, e depois há os que têm bacalhau na costa mas não aproveitam o fiel amigo em 1001 receitas, e há outros ainda, nossos vizinhos, nossos irmãos, que comem lulas fritas dentro de pão carcaça e que têm terras com nomes como talavera de la reina ou torremolinos.
dizia, as bichas são ardilosas, vão tecendo a sua teia, fruto de uma condição que as coloca numa posição muito vantajosa, como se sabe, gay que é gay está cheio de dinheiro, tem um extremo bom gosto, exibe roupas e acessórios de autor, manobra na sombra e tem uma agenda secreta de conversão dos incautos, como se diz na gíria tem um grande lóbi, e isto não é uma piada a resvalar para a ordinarice. vá um gajo dar uma volta pelas roupas ‘masculinas’ da zara ou da bershka e diga de sua justiça se também aquilo não é uma tentativa nuestra hermana, logo gay, de apaneleirar o português rijo, macho e sério.
já no que toca a casório e respectiva festa saloia a abertura dos ditos à boiolagem parece-me uma excelente solução para conferir alguma dignidade à cerimónia e sobretudo ao copo d’água, autêntico eufemismo para copo de qualquer outra coisa que cheire a álcool, um gajo até já vai para lá na certeza da piela, é aproveitar, que o rúben só casa uma vez na vida, temos de brindar uma e outra vez, ele não vai andar no casa descasa, isso são os paneleiros que, como toda a gente sabe, são promíscuos, parecem as ovelhas a pular a cerca quando um gajo tenta ferrar no sono, ao menos este whisky martelado nos arredores de fanhões sempre faz o mesmo efeito e um gajo não tem de pensar em lantejoulas aos pulinhos. com a abertura da boda a esta gente passaria a haver muito mais eventos no finalmente, que passaria a competir com o mosteiro dos jerónimos ou com a emblemática igreja de camarate, sítio de má memória, ciganos e templos no meio da estrada. os meninos das alianças seriam substituídos por madonnas ou beckhams da anilha, o que é óptimo, sempre se afastam as crianças destes indivíduos, não vá dar-se o caso de algum mal-intencionado lembrar-se de adoptá-las. os fatos de cerimónia andariam no eixo max mara-carolina herrera-boss-ermenegildo-zegna, porque os gays têm todos bom gosto e guita disponível, já aqui o lembrei, sublimando-se assim a infestação superconfex maconde que ocorre nos casamentos straight, diz-se até que é empresa que já faliu, aposto que foi tudo culpa dos gays, que nunca lá compraram nada. selado o acordo civil seguir-se-ia então a fase das fotografias de noivos + convivas, evitando-se o jardim do campo grande, infestado de velhos tarados e masturbadores (aposto que nalguma altura das suas vidas foram gays empedernidos), passando a utilizar-se mais o terraço do chiado regency hotel, belas vistas e desafogadas, e daí seguir-se-ia para o já mencionado copo d’água, a melhor parte da celebração, almoço volante no guincho design hotel, com vista para o mar bravio, a lembrar as salas de quarto escuro em casablanca e viena, que saudades, e durante a refeição dificilmente se ouviria aquele militante bater de talheres nos pratos e copos, não vá estalar-se alguma faiança de autor ou copo de cristal, além disso as bichas são todas amaneiradas, andam sempre com o interior dos pulsos virados para cima, o leitor experimente e verá como é difícl ser metronómico de garfo em riste. a cascata de camarão e a melancia cortada em forma de ganso do nils holgersson dariam lugar a saborosos mini-spas de beluga, e também outras tradições medonhas seriam desmontadas, o lançar do noivo à piscina da quinta situada algures entre a malveira e torres vedras passaria a não fazer sentido, todos os convivas já estariam lá dentro, os gays são muito amigos de águas e bacanais, saunas e derivados, é uma espécie de habitat natural, por isso, e não pela preguiça que me assola, é que eu evito ir à piscina municipal do rego, também era estar a pedi-las com tal baptismo. deixaria de haver aquele momento de horror gore que é a troca forçada de roupas entre noivo e noiva, a que eu já assisti com estes olhos que a terra há-de comer, e agora um parêntesis para recordar um amigo que não vejo há anos, ele muito alto, a noiva muito baixa, e eu no casamento deles, a vê-los de roupas trocadas a dar um pezinho de dança, o meu amigo S. não oferecia um espectáculo deste calibre desde que a inês, nossa colega da instrução primária, lhe rachou a cabeça com um calhau da calçada, nos primeiros anos dos eighties as crianças que frequentavam a escola já eram rudes, lembro-me agora do fanã (isto não é uma blague) a dar um chapadão à professora com o apoio velado do aurélio, e onde andavam os telemóveis e os youtubes quando eram necessários, tanta matéria-prima podia estar agora em arquivo para memória futura. mas desvio-me do assunto principal, o casório gay onde se passaria a leiloar mariconeras cavalli aos invés da sensaborona liga da noiva, a pista passaria a ser aberta ao som da lebanese blonde dos thievery corporation, os gays têm bom gosto e gostam de coisas lounge, e esquecer-se-ia o fetichismo com a valsa, que assim como assim ninguém sabe dançar, o orgão mágico a debitar o apita o comboio cederia lugar ao runaway dos communards, também seria de mau gosto, lembrar comboios junto de uma comunidade que mal se apanha em posição de vantagem atraca logo um, com o lugar de maquinista em acesa disputa. e estou seguro de que também se cortariam as vazas ao viva la españa, quando muito passaria a viva ibiza, capital do sonho e do prazer. mais. as lembranças oferecidas aos convidados deixariam de ser cestinhos imprestáveis de flores e cigarrilhas enroladas em rio de mouro/havana para passarmos a ter conjuntos de cremes exfoliantes e revitalizadores, correctores de olheiras e derivados a favor da hidratação, para elas e para eles, a bem da indústria cosmética e da dinamização da economia que anda fraca, coitadinha.
resumindo e baralhando: hoje vota-se na assembleia acerca deste assunto e esta hipótese de lifting a uma cerimónia em processo de abimbalhamento progressivo será adiado, o partido da maioria concorda mas vota contra, como fará questão de assinalar, diz-se que por medo de perder votos, sobretudo ao ao centro que é por onde anda virtude, lá diz o povo que é quem sabe. as eleições não tardam e quem tem cu tem medo, lá diz o povo também. eu próprio não consigo pensar em ditado mais apropriado.

louvado seja deus que por estes dias até as bichas querem dar o nó
, estreado ali ao lado

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por Pedro Vieira às 22:53


4 comentários

De Mónica a 11.10.2008 às 21:03

louvado seja deus que vão ser os próximos e fieis servidores do senhor :DDDD a industria do casamento à procura de nichos de mercado ahahaahahahah afinal os gays e lésbicas tão ansiosos por copiar os comportamentos mais clássicos, formais, valha-lhes nossa senhora de fátima ahahahahah

De maria_arvore a 11.10.2008 às 21:08

Louvado seja deus que escreves bem para caramba.:)
Não deveria era ser ser louvado por ter inventado o grão a grão para estas galinhas da maioria que o povo não devia andar a encher o cu a gulosos.:)

De siga bandido a 12.10.2008 às 00:48

Simplesmente g-e-n-i-a-l. Parabéns por esta visão tão sátiro-peculiar da "coisa".

De popeline a 12.10.2008 às 19:26

Ardilosa? Ora aqui está uma coisa que ainda não chamei ao legítimo que tenho lá em casa num momento de bravata conjugal

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