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irmão lúcia



Sábado, 13.10.07

grande gala 'azinheira spoken word', tomo 4

F90


A inauguração da nova Igreja da Santíssima Trindade, em Fátima, deveria contar com um espectáculo sobrenatural de características inéditas nas últimas décadas que, no entanto, não se pôde realizar. Segundo conseguimos apurar junto da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), os contactos entre as autoridades eclesiásticas portuguesas e a própria Dra. Virgem Maria no sentido de preparar o espectáculo foram iniciados há cerca de um ano, mas esse prazo não terá sido suficiente devido aos atrasos no processamento de pedidos de milagres para grandes audiências, que neste momento chegam a atingir os 6 anos.

Os planos iniciais consistiam na produção de uma nova aparição da Dra. Virgem Maria, ideia que, no entanto, foi imediatamente posta de parte devido a dificuldades de agenda da santa, que anda todo este mês de Outubro em digressão pelo Sudoeste Asiático a fazer várias imagens suas chorar lágrimas de sangue. Perante esta impossibilidade, a opção recaiu na repetição do milagre do Sol, que passa simplesmente por provocar movimentos aleatórios deste astro no céu durante alguns segundos. «É uma coisa simples, de curta duração, mas que fica na memória das pessoas e que aparece muito bem na televisão», afirmou um bispo que preferiu não ser identificado. No entanto, e ainda segundo as mesmas fontes próximas da CEP, a Dra. Virgem Maria não tem as permissões necessárias para aceder ao sistema de helioposicionamento e os pedidos, mesmo com cunha, estão muito atrasados devido ao caos que se foi progressivamente instalando nos serviços desde a queda da URSS.

Perante a impossibilidade de produzir um espectáculo de grandes dimensões, a CEP e a Dra. Virgem Maria decidiram-se pela realização de um evento «mais pequeno, intimista e adequado ao espírito de oração e comunhão com o sagrado que ali se vive» e que consistiu «numa ligeira subida da temperatura mínima». A possibilidade de neblina matinal chegou a ser considerada, mas foi descartada por razões que não conseguimos apurar. Já o problema do cheiro deveu-se à sobrecarga do sistema de saneamento básico que, frisou a CEP, é da inteira responsabilidade da Câmara Municipal de Ourém.


Eduardo, inquilino do agrafo

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por Pedro Vieira às 20:15



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