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irmão lúcia



Quinta-feira, 17.06.10

hoje joga a Argentina, o Brasil, enfim, bola e letras, um dilema

 

como é apanágio de um bom fanático da alviceleste gosto de cultivar um certo desprezo pela selecção do Brasil, o carisma argentino é que é, gosto mais dos bifes do el ultimo tango do que da moqueca do brasuca, e sobretudo a argentina não é a terra dos Terra Samba, passe a redundância, em buenos aires não deve haver quem vista calções de lycra dourada, pelo menos fora dos circuitos especializados, e o que se passa é que eu cresci com o zénite do Maradona à ilharga, numa altura em que o Zico e o Sócrates - por quem chorei em mil nove e oitenta e dois após a queda aos pés do paolo rossi - já enfiavam a viola no saco, a partir daí os nossos irmãos passam a adoptar o "pragmatismo" que é um eufemismo para "jogar feio" enquanto a tragédia e a glória de el pibe se iam desenhando com mais intensidade, acompanhado pelos guedelhudos com mais coração e ainda pior feitio, Argentina, pois então, o Messi é lindo, o Tevez também (ai foda-se) se bem que por estes dias sinto um miligrama de simpatia pelo escrete graças ao volume de gente que cá temos a lutar pela vida e à hipótese de vê-los saborear uma alegria colectiva que ponha um parênteses nas vidas arranhadas, nos contratos sacanas, sou pelo internacionalismo proletário e o caralho, imigrantes argentinos não conheço, é o que temos.

já no que toca a letras, a minha relação de quentinho no coração faz-se com o Brasil, há tempos até li um livro do Bioy Casares e não achei piléria nenhuma ao dito, e com esta arrisco-me a ser apedrejado blogosfericamente, mas atenção, no one is to stone anyone until I blow this whistle, Plano de Evasão só se for do livro para fora, raios o partam, canto antes loas a este que degustei há pouquinho, uma pérola hip hop do Arthur Dapieve, o Rio a identidade a violência as raças a música o amor tudo misturado na batedeira da língua sem pudores, com calão, sem arcaísmos, sem medo de sovar o português, três capítulos, um deles construído em forma de mantra rap biográfico, caramba, está tudo ali enquanto há quem insista em ver a banda passar, como canta o outro. o Brasil, sim senhor, a Argentina, pois claro. hoje é dia de ganhar à Coreia do Sul, sou rapaz para comemorar abraçado a um Rubem Fonseca.

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por Pedro Vieira às 10:54



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