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irmão lúcia



Quarta-feira, 31.10.07

a minha estreia


começava a parecer mal contar com o meu nome na barra lateral e nada postar, verbo metido à bruta pelos bloggers no léxico cá da terra, eu posto, tu postas, ele posta, só o vieira é que não postava, por manifesta preguiça aguda. ou mesmo pela obsessão que o tipo tem pelo seu próprio blogue, misto de atitude umbiguista e... como é que se diz em termos técnicos? ah, parvoíce. por falar em defeitos, traz-me aqui uma leitura que fiz já há umas semanas, leitura essa realizada em grande parte encostado a um ancoradouro de pedra em cacilhas – I luve ya margem sul – e aponto à questão dos defeitos, ou pontos fracos, como soi dizer-se entre os defensores das análises swot, pelo facto de o autor ser brasileiro. e judeu, ainda por cima. e médico, ou seja feiticeiro, porque como se sabe médico no brasil só se for a esmagar plantinhas na amazónia para dar a emborcar aos índios do xingu e aos narcotraficantes lançados de helicóptero pelas máfias rivais. houve muita gente queimada por menos do que isto. e isto, que tem a ver com literatura? tudo. ou melhor, tem tanto a ver com literatura como o título do livro em apreço tem a ver com o seu conteúdo. a orelha de van gogh é um livro de contos. soturno, mordaz, ácido, como eu gosto. o conto que dá título ao livro não é dos mais interessantes embora meta ao barulho uma falsa orelha de celebridade encarquilhada em formol e eu para petisco até prefiro outros acepipes. seja como for, gostei imenso do moacyr e dos seus relatos, são um bálsamo para o meu universo particular, amigo do negrume e do sorriso desconcertante. além disso o autor escreve com a fluidez e o desprendimento que são apanágio da rapaziada de vera cruz [e penso tratar-se da primeira vez que se escreve apanágio neste blogue], impensáveis para os criadores em língua portuguesa que estão aqui no nosso rectângulo; aliás, como se sabe, para se ser escritor em portugal é necessário ser-se deprimido, falar de pechichés e sonhar com lutas no mato apimentadas por turras. ou gostar muito de sofrer. horrores. ou de escrever com o coração, sem se perceber que isso é uma chafurdice tremenda. para cardiotorácica basta-me a escrita cirúrgica do doutor scliar. o livro abre com um monumental conto em que uma família rural enfrenta as pragas do egipto, aquelas mesmas do antigo testamento. não a poluição das pirâmides, os souvenirs medonhos ou a condução anárquica do cairo. um mimo. não me perguntem por gramáticas, complementos, sufixos e figuras de estilo. limito-me a definir a orelha de van goh em duas palavras: gostei. oops.

texto originalmente publicado no blogue arte de ler, local onde sou uma espécie de filipe o belo no meio de cavaleiros do templo. mas sem a parte do belo que, como é evidente, banha apenas o meu camarada sérgio.

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por Pedro Vieira às 10:22

Quarta-feira, 31.10.07

a minha estreia


começava a parecer mal contar com o meu nome na barra lateral e nada postar, verbo metido à bruta pelos bloggers no léxico cá da terra, eu posto, tu postas, ele posta, só o vieira é que não postava, por manifesta preguiça aguda. ou mesmo pela obsessão que o tipo tem pelo seu próprio blogue, misto de atitude umbiguista e... como é que se diz em termos técnicos? ah, parvoíce. por falar em defeitos, traz-me aqui uma leitura que fiz já há umas semanas, leitura essa realizada em grande parte encostado a um ancoradouro de pedra em cacilhas – I luve ya margem sul – e aponto à questão dos defeitos, ou pontos fracos, como soi dizer-se entre os defensores das análises swot, pelo facto de o autor ser brasileiro. e judeu, ainda por cima. e médico, ou seja feiticeiro, porque como se sabe médico no brasil só se for a esmagar plantinhas na amazónia para dar a emborcar aos índios do xingu e aos narcotraficantes lançados de helicóptero pelas máfias rivais. houve muita gente queimada por menos do que isto. e isto, que tem a ver com literatura? tudo. ou melhor, tem tanto a ver com literatura como o título do livro em apreço tem a ver com o seu conteúdo. a orelha de van gogh é um livro de contos. soturno, mordaz, ácido, como eu gosto. o conto que dá título ao livro não é dos mais interessantes embora meta ao barulho uma falsa orelha de celebridade encarquilhada em formol e eu para petisco até prefiro outros acepipes. seja como for, gostei imenso do moacyr e dos seus relatos, são um bálsamo para o meu universo particular, amigo do negrume e do sorriso desconcertante. além disso o autor escreve com a fluidez e o desprendimento que são apanágio da rapaziada de vera cruz [e penso tratar-se da primeira vez que se escreve apanágio neste blogue], impensáveis para os criadores em língua portuguesa que estão aqui no nosso rectângulo; aliás, como se sabe, para se ser escritor em portugal é necessário ser-se deprimido, falar de pechichés e sonhar com lutas no mato apimentadas por turras. ou gostar muito de sofrer. horrores. ou de escrever com o coração, sem se perceber que isso é uma chafurdice tremenda. para cardiotorácica basta-me a escrita cirúrgica do doutor scliar. o livro abre com um monumental conto em que uma família rural enfrenta as pragas do egipto, aquelas mesmas do antigo testamento. não a poluição das pirâmides, os souvenirs medonhos ou a condução anárquica do cairo. um mimo. não me perguntem por gramáticas, complementos, sufixos e figuras de estilo. limito-me a definir a orelha de van goh em duas palavras: gostei. oops.

texto originalmente publicado no blogue arte de ler, local onde sou uma espécie de filipe o belo no meio de cavaleiros do templo. mas sem a parte do belo que, como é evidente, banha apenas o meu camarada sérgio.

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por Pedro Vieira às 10:22

Terça-feira, 30.10.07

literatos imperfeitos # 6

para Ruca o melhor livro do pedro paixão é sem dúvida o viver todos os dias canzana.

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por Pedro Vieira às 22:48

Terça-feira, 30.10.07

literatos imperfeitos # 6

para Ruca o melhor livro do pedro paixão é sem dúvida o viver todos os dias canzana.

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por Pedro Vieira às 22:48

Terça-feira, 30.10.07

entre correntes

o luis-carlos desafiou-me a continuar outra corrente. com contornos assaz estranhos pede-se que peguemos no primeiro livro à vista, rumemos à página 161 e transcrevamos para o blogue a 5ª frase completa. parece estranho mas um país que dá tempo de antena ao cláudio ramos há muito que banalizou o bizarro. cá vai então, depois de dois engulhos – o primeiro livro que vi cá em casa não tinha 161 páginas. o segundo também não, era de banda desenhada. à terceira saiu-me isto:

a ambiguidade da imagem é dada pela luz, a rapariga está ou a obedecer ou a troçar de uma ordem fascista, ou então as duas coisas.

rosegarten, ruth, compreender paula rego, colecção Público/Serralves

nem em ambiente de follow up consigo despir a capa vermelhusca que se me cola às costas com escoliose destro-convexa. na verdade até deploro que a minha coluna se esteja a dobrar para a direita. tendo dado seguimento a uma corrente no dia de ontem, e vestindo a farda de graham chapman enquanto major, digo que tudo isto é muito silly e a correnteza fica-se por aqui.

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por Pedro Vieira às 21:06

Terça-feira, 30.10.07

biblioteca de baboseirel # 8

a insuportável leveza do ser, de mlan kurundera.

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por Pedro Vieira às 19:48

Terça-feira, 30.10.07

biblioteca de baboseirel # 8

a insuportável leveza do ser, de mlan kurundera.

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por Pedro Vieira às 19:48

Terça-feira, 30.10.07

equador, sétimo selo

primeiro foi o henri michaux que roubou o título ao sousa tavares. agora foi o bergman que roubou o rodrigues dos santos. cabrões dos estrangeiros, todos prá terra deles.

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por Pedro Vieira às 01:30

Terça-feira, 30.10.07

equador, sétimo selo

primeiro foi o henri michaux que roubou o título ao sousa tavares. agora foi o bergman que roubou o rodrigues dos santos. cabrões dos estrangeiros, todos prá terra deles.

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por Pedro Vieira às 01:30

Terça-feira, 30.10.07

caçada big five


We train young men to drop fire on people. But their commanders won't allow them to write "fuck" on their airplanes because it's obscene.


- Je viens pour l’annonce
- Quel annonce?
- L’annonce au journal
- Quel journal?
- Les Temps dificiles
- Ah.


Première absurdité : tuer qui nous engendre c'est, purement et simplement, nier la vie. Seconde absurdité : tuer qui par son amour et son autorité nous élève, c'est nier notre propre histoire. La principale source de l'absurdité est l'ignorance. La principale source de la violence, la perte de notre langue.

- In the East, the Far East, when a person is sentenced to death, they're sent to a place where they can't escape, never knowing when an executioner may step up behind them, and fire a bullet into the back of their head.
- What's going on?
- It's been a pleasure talking to you.




The way your dad looked at it, this watch was your birthright. He'd be damned if any slope's gonna put their greasy yellow hands on his boy's birthright. So, he hid it, in one place he knew he could hide something: his ass. Five long years he wore this watch . . . up his ass.


fui desafiado pelo hugo a revelar as minhas cinco películas. eis o veredicto. endosso o desafio não a cinco mas a três vítimas. ao , ao chico e à rita . se lhes aprouver.

ah, e já agora ao salafrário do cenas obscenas que passa a vida a chular-me os talentos.

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por Pedro Vieira às 00:44

Pág. 1/24



pagamento de promessas para

irmaolucia[arroba]gmail.com

teologia de pacotilha (descontinuado)

professor josé cid

o meu outro salão do reino (descontinuado)

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