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irmão lúcia



Sexta-feira, 31.08.12

o país da moda, do renascimento, do pinturicchio e do giotto, dos duomos e da dolce vita, do design e dos carpaccios

e também dos homens que arranjam as sobrancelhas.

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por Pedro Vieira às 22:25

Quinta-feira, 30.08.12

uma shoa transfronteiriça

em itália também há betos e tios.

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por Pedro Vieira às 23:28

Quarta-feira, 29.08.12

ancona, savona, cremona, tortona

há países com muito talento para rimas.

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por Pedro Vieira às 12:27

Quarta-feira, 22.08.12

state of the art



fotogramas vieira

 

clássica. e mesmo de férias, la nave, quer dizer, o blogue, va.

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por Pedro Vieira às 11:18

Domingo, 19.08.12

depois de dias enrolado em backstages, soundchecks, alinhamentos, backlines e tarolas, vias, camarins, microfones, rockers, riders e até estrados com rodas, uma conclusão

a humildade é uma virtude muito bonita.

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por Pedro Vieira às 23:28

Quarta-feira, 15.08.12

festival dos Bons Sons; do momento work in progress

tem a sua graça aterrar num festival de música em fase de construção sem empresas como aquela do genro do cavaco ao barulho, sem avalanches de patrocinadores e brindes e flyers e rodas gigantes e elásticos que seguram os pés dos festivaleiros em queda livre, como o nosso pib, coitadinho, sem tralha, diria eu para simplificar, um gajo aterra e vê gente da terra, passe o pleonasmo, vê voluntários, equipas e dedicação, não vê cargos, vê corações, não há sponsor in chief, CEO, road não sei quantos, sales manager não sei que mais, há o rui, a daniela, a célia e a cristina, o luis e a inês, a mariana, a lúcia, a rita e o rufino e a susana e os primos, que engajam tios e avós, há fornadas de operários culturais como lhes chamou o repórter do público, um gajo aterra, já o disse, e vê o formigueiro em ebulição, melhor, um gajo aterra e vê a colmeia em ebulição, que do formigueiro ainda percebemos a lógica de contacto antena-a-antena que permite às pequeninas transportarem centenas de vezes o seu peso na lógica eterna do aforro, enquanto que do trabalho da colmeia entendemos muito pouco até jorrar mel dos favos, por aqui centenas de obreiras e zangões zumbem na aldeia de cem soldos numa organização sem espinhas, diz que as abelhas nem sequer as têm, ao contrário dos piores carapaus de corrida, a aldeia de cem soldos, então, transformada num daqueles cortiços perfeitos que até já foi logótipo da cdu, e aqui o rapaz com o seu nariz de intruso fareja a forma de os bons sons se organizarem em coligação democrática e unitária, um por todos, todos pelo festival que traz ao campo a nata da música à portuguesa com a ajuda de gente improvável como o khadafi - aqui parecem ignorar que o líbio morreu e insistem que é ele que trata das lonas - ou como a moça chilena que ajuda na cozinha do colectivo, permanentemente pejada de alguidares com batatas descascadas, a cozinha, não a moça, batatas que são ouro para a boca dos voluntários numa altura em que portugal anda curto de lingotes, ou como o aldeão de óculos e testa suada que se passeia num porta-paletes permanentemente lotado de barris de cerveja, não sei se sabem mas o campo dá sede, o trabalho idem, o rock muito mais, amanhã começam as afinações e as vendas das tixas, abreviatura de um conhecido lagarto nacional, a culpa não é minha se a fonética remeter para a maroteira, até já ouvi dizer que à imprensa se oferecem tixas das grandes, abrenúncio, e as montagens de backlines e o soundchecks e as tarolas e os adufes ao despique em frente ao público amigo do decibel. vai ser bonita a festa, pá. palavra de imperial. a setenta cêntimos.

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por Pedro Vieira às 16:20

Domingo, 12.08.12

37

dizem que sou como o vinho do porto. com fama imerecida porque as caves estão em gaia.

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por Pedro Vieira às 01:37

Sexta-feira, 10.08.12

economistas imperfeitos

com tanta gente de cu para o ar no sotavento, à cata da conquilha que componha o orçamento, Ruca não tem dúvidas de que a chegar, a retoma chegará por trás.

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por Pedro Vieira às 18:54

Quinta-feira, 09.08.12

bem-estar da malcata

é passar dias de papo para o ar sem pensar em ratings em dívidas em austeridade ou sequer nas olheiras de panda do gaspar, the man in charge enquanto o mais africanista dos primeiros-ministros molha o rabo na manta rota, que é um ai jesus de gente mesmo quando não andam lá os homens do corpo de segurança da psp, mais os militares da gnr que alguma utilidade hão-de ter quando não andam a patrulhar as estradas, mais os vendedores de bolinhas, são tantos, meu deus, alguns até as vendem em formato XL, deve ser da gulodice rendida à elefantíase, contava, o bem-estar de papo para o ar numa circunstância de pódio improvável: algarve + agosto + espaço vital, como os alemães chamavam ao leste em geral e à polónia em particular nos idos de 30 e 40, outras épocas, em que também se viviam crises na europa de andar à míngua, se bem que as de hoje, aquelas às quais se dá pouca importância quando o mar enrola na areia, também obrigam a que ande cada vez mais gente a afundar o calcanhar na areia molhada, em busca do eldorado em forma de conquilha que saia mais em conta do que nos snacks do Allgarve, sucede que eu, quando penso em conquilha, lembro-me da rábula do carlos cunha e do zé da viúva, o que é triste, porque o zé da viúva traz à ilharga o 1,2,3 e o dito concurso traz com ele o carlos cruz, figura na qual preferia não pensar numa altura em que frequento areais pejados de crianças, mas lá diz o povo, até ao último recurso será sempre inocente, portanto, evito pensar no cruz mas debalde, evito pensar nas crianças de balde, e prefiro mergulhar de cabeça no mar uivante, ululante, muitas vezes inóspito porque fresco, a remeter para o atlântico profundo, longínquo, para as paragens inóspitas onde medram os sigur rós, por exemplo, o agrupamento que a minha amiga Romana glosa tão bem com um simples uivo, a Susana, não a cantora, que cada uma é para o que nasce, vive-se tão bem no ócio, caralho, a sério, com tempo para tudo, tostar e mergulhar, comer beber homem mulher, a minha graças a deus sempre à mão de semear, dourada como as melhores fatias, deitada na toalha a trabalhar para o bronze ou aos mergulhos com os dedos em pinça em torno do nariz, evitando a intrusão das algas e os pirolitos nasais, dizia, com tempo para tudo, um courrier atrasado por dia não sabe o bem que lhe fazia, um jornal diário papado de ponta a ponta mais o deglutir descomprometido de umas dezenas de páginas de bom gosto, cortesia de um sueco desconhecido publicado na histórica dom quixote, um luxo, e ainda me calham brindes como ver um conhecido cienasta a desembarcar no areal como se fora diogo cão a aterrar na foz do zaire, só que de imperial na mão, ainda mais ufano do que incontáveis travessas de ostras a menos de um euro cada, uma pechincha de regalar e chorar por mais, aliás, corre tudo tão bem que nos dias que correm só temo levar um chapadão de um daqueles moços medalhados da canoagem que hoje fazem manchete cheia de músculos no diário da sonae. acontece que a probabilidade de tal infortúnio é baixa, já que o emanuel e o pimenta andam aos brindes em londres e não há por que embirrarem comigo, que só concorro nas olimpíadas da bloga, e eu, longe da grã-bretanha, ando por terras de portugal, como todos os ministros de sua alteza real, o massameno. há lá vida melhor mesmo com a areia, que insiste em arranhar onde não deve?

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por Pedro Vieira às 13:23

Terça-feira, 07.08.12

jornalismo de referência da malcata

o Público vende-se tão mal que agora até se arranja em qualquer esquina do sotavento.

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por Pedro Vieira às 11:51

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pagamento de promessas para

irmaolucia[arroba]gmail.com

teologia de pacotilha (descontinuado)

professor josé cid

o meu outro salão do reino (descontinuado)

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