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irmão lúcia



Sexta-feira, 29.11.13

tomar nota

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por Pedro Vieira às 16:02

Quarta-feira, 27.11.13

cá vou eu no meu traby

ontem à noite a sic transmitiu a reportagem da jornalista Susana André sobre o que se passa na hungria, país da união europeia, e nesse país há uma companhia de táxis que se recusa a transportar judeus e ciganos, nesse país os tribunais não contam para nada, nesse país a imprensa tem (demasiado) medo, nesse país há milícias militarizadas e um partido abertamente nazi, nesse país acreditam que a história repete-se, uma e outra vez, quase sempre como tragédia mas também como farsa. neste país, portugal, prestámos sempre pouca atenção ao que se passa lá fora, entre a política do orgulhosamente sós e a engenharia social caucionada pela austeridade, que nós faz olhar para o próprio umbigo e dizer "nós não somos a grécia". nós não somos a hungria. nós não somos a europa. and yet...

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por Pedro Vieira às 11:53

Segunda-feira, 25.11.13

SS

bom dia, o meu nome é pedro vieira e o meu número de "beneficiário" é o 11336117919, como são lindas as palavras e o seu significado, mas adiante, chamo-me pedro vieira e sou um entre centenas de milhares de portugueses que ainda não bateram com a porta e que fazem a vida a recibos verdes, o que só pode ser bom, porque isso faz de nós trabalhadores "independentes", como são lindas etc, um entre muitos que receberam por estes dias a actualização da prestação a pagar mensalmente à segurança social com base nos rendimentos de 2012, sendo que essa actualização fará com que viva com menos 62 euros por mês, mas tudo bem, como em qualquer estado de direito que se preze, contribuimos porque vivemos em comunidade, e quando chegar a nossa vez de receber amparo, um subsídio de desemprego, uma baixa por doença, um abono de família, uma licença de maternidade, sabemos que podemos contar com... ah, não, espera, pagarei, pagaremos ordeiramente e não beneficiaremos de nada, o que faz de nós pouco menos que o joão paulo II, santos subitos, homens e mulheres cheios de altruísmo e de amor pelo sistema que nos tornou independentes, livres, prósperos, beneficiários de um mercado de trabalho mais flexível e menos atávico, viva a flexisegurança sem o sufixo, viva a justiça social, vivam o ajustamento e os trabalhos que faço sem vínculo que no fundo fazem de mim, de nós, privilegiados, pior é não ter trabalho, pior é ganhar o salário mínimo, pior é ter de emigrar, ou se calhar não, emigrar é ter a oportunidade de conhecer mais mundo, mundo onde se calhar se respeita mais a condição dos cidadãos que contribuem e que não mudam a sua sede fiscal para a holanda, ou para gibraltar, se calhar porque não podem, é a vida, levanta o queixinho, levanta as mãozinhas ao céu, lembra-te, santo subito, e pensa no natal amargo dos banqueiros, como diz o ricardo salgado, afinal de contas o que é que a constituição já fez pelos desempregados, pelos desamparados, pelos homens e mulheres a recibos verdes, precisávamos era de uma lei fundamental com retenção na fonte de direitos, os engenheiros de almas aos comandos do governo e do "arco da governação" agradecem. como são lindas as palavras e o seu significado.

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por Pedro Vieira às 13:27

Quinta-feira, 21.11.13

capitalism stole my virginity

Livreiros independentes apresentam queixa contra redes FNAC e Bertrand

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por Pedro Vieira às 11:59

Quarta-feira, 20.11.13

literatos imperfeitos

assim que viu nas livrarias o "Atlas do Corpo e da Imaginação" Ruca pensou logo em comprar o novo livro de Érica Fontes.

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por Pedro Vieira às 12:51

Quarta-feira, 20.11.13

state of the art

"és o maior do mundo, caralho" is the new "vai estudar, relvas".

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por Pedro Vieira às 11:13

Domingo, 17.11.13

espaço pub

 

eppur si muove.

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por Pedro Vieira às 18:50

Sexta-feira, 15.11.13

uma confissão

à conta da minha relação de amor com a polícia de choque esqueci-me de assinalar ontem o centenário do lançamento da "recherche". 

os participantes em inquéritos de verão nunca me perdoarão.

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por Pedro Vieira às 11:43

Quinta-feira, 14.11.13

parabéns a você



parabéns a você, nesta data querida, muitas felicidades, muitos anos de estilo rufia, porque hoje é dia 14 de novembro, dia especialmente talhado para festejos, pois a minha bebé, a minha cicatriz na zona frontal da cabeça já faz um ano, está tão crescida e ao mesmo tempo tão madura, e ainda por cima casamos o festejo com o fim oficial da recessão económica (não se riam) alicerçado num milagre económico no valor de 0,2%, isto apesar de em termos homológos, etc, etc, mas enfim, a cada um os seus dias de festa, e apesar do pau enfeitado com pregos ferrugentos que o fmi nos promete para o futuro sem termo certo, podemos mesmo abrir as garrafas de champanhe, e eu para já assinalo uma cacetada com chancela oficial, corpo de intervenção e tudo, já quanto ao pau e aos pregos, paciência, lá terei de me vacinar outra vez contra o tétano da imbecilidade ideológica, o que é certo é que exactamente há um ano fui testemunha de várias coisas, entre as quais o momento mais espectacular de violência policial que pude presenciar, e olhem que eu gosto de ir a ajuntamentos, uhu, pelo-me por uma boa marcha e por uma ainda melhor refrega, ao contrário dos partidos com assento parlamentar e dos sindicatos que assobiaram convenientemente para o ar, com excepção do bloco de esquerda, que se bem se lembram é aquele partido que já foi grande em salvaterra de magos, mas adiante, um nível de violência organizada que me espicaçou a curiosidade e que me fez procurar por imagens da luta contra as propinas, que eu tinha guardado na minha memória como épica, heroica, banhada de sangue e sacrifício por um ideal, pois sim, balelas (baladas?) românticas, é o que é, revistas as imagens dessa época posso hoje afiançar que essa revolução foi mesmo uma espécie de chá dançante, contrariando trotski e as memórias piedosas de juventude, um chá com direito a confraternização imediatamente após a descarga policial, mas regressando ao século XXI, além da pancadaria, da arbitrariedade, da caça ao homem, à mulher, ao velho, ao pai-com-criança-ao-colo, ao utente da paragem do autocarro apanhado desprevenido na avenida dom carlos I, aos jovens mantidos incontactáveis e detidos ilegalmente, além de tudo isto pudemos comprovar algo muito mais interessante do que a actividade cinética da polícia de choque, a saber, pudemos comprovar que o ministro mais inteligente deste governo que nos está a tirar da miséria (consultar dados sobre milagre económico ali mais acima) é sem qualquer dúvida miguel macedo, o homem da fábula da cigarra e da formiga, o homem que conhece débord e a sociedade do espectáculo, o homem que realizou a melhor transmissão televisiva do últimos anos, contando com inúmeros figurantes, de um lado e do outro da barricada, com inúmeros jornalistas e opinion-makers, e até com a sageza que deve levar muitos anos a formar e que lhe permitiu usar a chuva de pedras como uma chuva de estrelas, espectáculo mediático da sic que canibalizava audiências a torto e a direito, recordar é viver, e essa chuva de pedras, que poderia ser tido manietada desde muito cedo não o foi, cumpriu o seu papel instrumental e serviu de busto de napoleão para a intervenção dos bófias fardados a rigor, viseira bastão escudo e tudo, que estavam lá para bater às ordens do miguel (primeira camada), que estavam lá para inocular-nos o medo (segunda camada), nomeadamente o medo físico, animal, bem-estar vs dor, um medo ao qual já se vinham juntando outros mais sofisticados como o medo em modo assombração (não posso perder este emprego, não há alternativa, não tenho direito a futuro, não tenho assim tantas saudades do meu filho emigrado, não há mais palavras senão o não) ou o medo travestido de impotência (não vale a pena sair à rua, seja de cravo na mão e a horas certas, seja noutras horas quaisquer), e reparem, esta renda de bilros de medos e estupores dá muito trabalho, estas pessoas são muito competentes, não é verdade que o governo esteja a falhar as metas os objectivos as previsões, a equipa de pedro e paulo e miguel (o mais inteligente), entre outros, vivos ou mortos (olá, vitor gaspar), está a acertar com tudo aquilo em que se empenhou a fundo, o empobrecimento, o napalm sobre o estado social, a criação do homem novo ainda mais fiel à evasão e aos mercados, sendo que os outros, o subir lall, a lagarde, o ex-maoista alapado em bruxelas, são apenas verbos de encher, são instrumentos mediáticos, tal e qual como a chuva de pedras, são pretextos, e esta equipa vai fazer tudo o que quer fazer, vai vender tudo o que se propôs vender, e quando o ciclo político mudar (não se riam) algumas coisas poderão ser revertidas mas os negócios não, esses vieram para ficar, como a minha cicatriz, parabéns a você, que ao contrário das privatizações e afins ficará como uma história boa para contar em jantares mais enfadonhos, uma história de luta, misérias, humor "e já vos contei que no hospital onde fui não havia betadine?", gargalhada geral, uma história que permanecerá, mesmo depois de todos sermos purificados por estes filhos da puta, perdoe-se-me a má-criação (deve ser na pancada na cabeça, eu antes não era assim), o que até é um consolo, pelo menos alguma coisa restará destes tempos de chumbo e protectorado, como diz o paulo, histórias, relatos, fábulas que darão fé deste enorme milagre que temos o privilégio de viver. e isso não é coisa despicienda. é até coisa sexy, como uma boa cicatriz.

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por Pedro Vieira às 21:18

Segunda-feira, 11.11.13

Ruca explica as efemérides às crianças

imaginando o dia de são martinho em 2013, supondo que nesta segunda-feira do senhor estivesse de chuva e frio, com o soldado romano, hoje soldado roubando, montado no seu corcel, o soldado martinho ulrich, por exemplo, ou martinho ricciardi ou martinho salgado, é só escolher, portanto, intempérie e martinho a cavalo e ali ao fundo um miserável, e o santo, versão 2013, abeira-se dele, arranca-lhe a camisa ensopada e esclarece "andaste a mendigar acima das tuas possibilidades", e arranca num patinhar de lama e soberba, e desta feita o sol não aparece, claro, mas também não faz mal, haverá muito e do bom no próximo verão da comporta. os mosquitos é que, foda-se.

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por Pedro Vieira às 12:46

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pagamento de promessas para

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teologia de pacotilha (descontinuado)

professor josé cid

o meu outro salão do reino (descontinuado)

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