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irmão lúcia



Segunda-feira, 06.02.12

uma quarta leitura do ano, fazendo por continuar no bom caminho aberto pelo purgatório

 

publicar um livro com este título é agarrar-me pelo ponto fraco, por um deles, pelo menos, pelo fascínio com protagonistas da II guerra mundial, ainda por cima aludindo a um dos mais marcantes, o doutor joseph goebbels que falou nisto da mentira como se tivesse alguma autoridade para aludir à verdade, a II guerra, aliás, que é protagonista deste livro, bem como o horroroso século XX que teima em não acabar, o caos, o medo, as perseguições, a literatura, venha o diabo e escolha, e o autor faz com que não nos esqueçamos disso, recorrendo aos grandes - borges, que mal conheço, mea culpa, garcía márquez, que tão bem conheço e invejo, filho da puta - aos labirintos e à efabulação de fino recorte para enquadrar enxertos de realidade pura e dura (conferir os pedaços de notícias que dão conta do mundo em que ainda vivemos), para nos dar conta do monstro gordo da intolerância que não nos larga as canelas. se um repórter imaginário saído da cidade conquistada se cruzasse comigo no metro - prefiro-o aos autocarros - e me perguntasse "defina numa palavra o livro do manuel jorge marmelo" eu disparava, intolerância. saco sempre da pistola quando me deparo com ela, intolerância. o autor põe-nos a pensar sobre ela, acho eu, seja na alusão aos ditos horrores, seja através do humor pícaro que associa homossexualidade com o gosto pela literatura, naquele cenário de exotismo, produção de cacau e cadáveres que cruzam oceanos, seja através da personagem de génio que foi criada especificamente para impedir a distribuição de riqueza (aplausos). o livro está repleto de referências gulosas a mais e mais literatura, nisso o autor faz como muitos, utiliza a literatura para falar dela própria, a literatura portuguesa a gostar dela própria, o universo criado pelo manuel jorge é gargantuesco e mostra grande músculo literário, grandes ademanes no toureio da imaginação, da ficção, um homem que cria um homem que cria um livro que cria homens para chegar onde se deve: a uma mulher. o parvo sou eu, que não me lembrava que o manuel jorge é especialista nas coisas do amor.

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por Pedro Vieira às 13:39


1 comentário

De Isabel Lucas a 21.02.2012 às 22:35

desculpa, achei mesmo importante dizer que vai mesmo por bons caminhos e a bom ritmo

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