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irmão lúcia



Sexta-feira, 26.10.12

deportado

estreei-me no festival das pessoas com sacos de pano cru ao ombro, também conhecido como doclisboa, na noite passada, tendo levado a minha santinha a ver uma curta que, enfim, será para mentes mais iluminadas do que a minha, também eu cursei a escola pública de fio a pavio, não se pode esperar de mim grande cognição, mas prontos, não quero exigir demais do estado tendo em conta aquilo que pago, e à tal curta seguiu-se a longa chamada "deportado", uma pérola rodeada de vidas duras como ostras, que cortam os dedos e a esperança e a luz, e dei por mim a olhar para o ecrã e a pensar na susan sontag (penso tanto na sontag) e no seu ensaio regarding the pain of others, que aliás nunca li mas que tem um título lindo, dizia, pensei na perversão de estarmos todos compostinhos, cheios de spleen pós-moderno, enquanto assistíamos à queda dos anjos dos outros, num registo algures entre o joão canijo e o sandro g, entre a américa suburbana pintalgada de humor com sotaque e a gente fodida com lágrimas que é reenviada para a terra onde nunca pertenceu, emigração, que é o nosso destino uma e outra vez, pequenos crimes entre amigos, juízes yankees que brincam à retroactividade, chão retirado debaixo dos pés de homens que são zombies, palavra de tony, luso-americano retornado à casa de partida que nunca foi sua, "deportado", um filme que vale a pena até porque, "deportado", um ensaio sobre a banalidade do mar, glosando a hannah arendt e o seu livro sobre o eichmann (penso tanto na hannah arendt), "deportado", podia acontecer a qualquer um, na terra das oportunidades como aqui, e é como diz o povo, tem cuidado, um dia podes ter um filho assim, oh se podes. ficha técnica. aplausos. tantos.

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por Pedro Vieira às 13:05


7 comentários

De lamentamos puto chegaste às curtas a 27.10.2012 às 01:18

a idade apanha sempre os pisos térreos...

sei lá phodias talvez sub-contratar um para as longas...

e as vidas..... duras como ostras

são como as ditas duras sem ostreídeos

pura ficção sex UAL

por falar nisse tiraste o curse de incomunicador sucia all na UAL
ou foste às relvas na luz ó fona?

ê quando cheguei ao spleen começei a ver tude baço

ó 岩 de todas as roches du ferrer rocher

用而成....é o phado de só dar curtas...

De e olha que levares a tua santinha a 27.10.2012 às 01:21

dar-lhes curtas

e inda por cima (ou por baixo) pensares na anã arendte...

sei nã mas és machiste paca sô...

ó pé de ti inté um cornel di bataclan é feministe...

ah e yankee é holandês de férias na phedofilândia de al berto

De olha que a dares curtas e a pensar na su a 27.10.2012 às 02:25

san ou outra san homura-san qualquer

a tua santinha nã deve ser santa deve ser cega mesmo...

e olha candares a pensar na sontag quera Rosenblatt ma num gustava du nomine

De Sonntag Su San a 27.10.2012 às 02:33

O Montag do 451 diz que a piromania é melhor que dar curtas, já o Dienstag é o mais chato das curtas, o Mittwoch dá curtas longas, o Donnerstag dá longas filas de desempregados, já o freitag, é frei como freya quera santinha puque era feya, jÁ O Samstag E O filho de Sam são taradões pela erva e pello pastilhame, já curtas na sontag no sonntag ...bolas

De Irene Pimentel a 27.10.2012 às 14:42

Grande texto, Pedro. Estou contigo, penso tanto na Sontag e na Arendt. beijos

De Sonntag tag in tagus park a 28.10.2012 às 02:10

Penso só ares end que a arendt já esticou a sua con dicção humana e a outra

Já son tag é feyo fazer isso ós putos é verdade que sempre é melhor por-lhes uma tag e deixá-los no free range
que pô-los na casa pia pia

só 3 curiosos a dividire por dois blokis

a cu rio s'idade e identidade in tele actual anda in baixa né?

ó xará da outra vieira

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