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irmão lúcia



Sexta-feira, 15.03.13

conferência de imprensa

falhou, falhou tudo e com estrondo, mas vamos continuar como até aqui, em frente ao abismo damos o famoso passo em frente, se calhar não precisávamos de esperar pela conferência de imprensa para sabermos que, mas nada como ter a confissão completa, de papel passado, carimbo ou selo branco, tanto faz, os números do pib falharam, o défice, sim senhor, lá foi ele escadote acima, a dívida pública cresce mais do que as ervas daninhas, que também são sinónimos de "assessores" ou "ministros com ideias para o país", o desemprego lá vai fazendo o seu caminho nos relvados, domingo a domingo, com a ajuda do mister gaspar, a caminho dos 19%, qualquer dia é maioritário mas isso até deve ser bom, há tanta gente nesta terra que suspira reza faz preces por uma maioria absoluta, por estabilidade, por coletes de forças institucionais que impeçam as crises políticas, o melhor povo do mundo tem aguentado os sacrifícios e, guess what, vêm aí mais e com mais força, louvado seja o admirável mundo novo que estamos a construir por aqui, huxley rói-te de inveja, aqui mesmo, neste portugal que vai renascer das cinzas depois deste intervalo em que tudo arde, no lugar do quinto império um país ao jeito de fénix 2.0, ou então não, mas vamos lá, amouchem e só abram os olhos quando a gente disser, o edifício que estamos a construir é tão espectacular que nem precisamos de trolhas nem de pedreiros nem de professores, nem de trabalhadores em geral, quer dizer, de colaboradores, e este edifício vai durar pelo menos mil anos como o reich daquele pintor falhado, e quando desmontarmos os andaimes todos vão perceber como se vive melhor sem estado sem protecção social sem preguiça sem ciganos sem rendimento mínimo sem emprego sem dignidade sem compaixão sem bens públicos sem salário mínimo, e entenderão como se vive melhor com caridade com águas privadas com senhas para o frango com governantes-engenheiros-sociais-que-fazem-inveja-aos-melhores-maoistas, garantimos que se vive melhor com mais pobres com mais meritocracia à nossa maneira com mais licenciados à relvas com mais BPN's com mais presidentes mumificados em vida, e sobretudo com o sistema financeiro sossegado, reparem, a obra que estamos a fazer vai permitir-nos a todos, sem excepção, do primeiro-ministro ao mais obscuro secretário de estado, a todos, sermos embalsamados e postos em vitrines, para adoração, é verdade, só não podemos é morrer antes de o nosso governo conseguir mandar quase todo um país para o caralho, substituindo-o por uma espécie de parceria público-privada. porque mesmo depois de mortos precisaremos sempre de uma lusoponte onde passar tranquilamente a eternidade.

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por Pedro Vieira às 16:32



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