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irmão lúcia



Segunda-feira, 23.12.13

um balanço

a pressão do 31 de dezembro empurra-nos para balanços, um ritual como outro qualquer, e bastante mais inofensivo do que queimar judeus no rossio (props dom manuel I), desancar a mulher porque se vive na coutada do macho ibérico ou beber poncha com o alberto joão jardim no chão da lagoa, actividade também conhecida como "holocausto", mas adiante, 2013 voltou a ser um ano em cheio em termos económicos, até porque é a economia que manda na política e não o seu contrário, ou melhor, é a especulação a arbitrariedade a mercantilização a mão invisível a falta de vergonha que manda na política, o platão que se foda mais a sua teoria do preço a pagar pela falta de envolvimento cívico, os filósofos não interessam para nada, a não ser que escrevam teses sobre tortura ou que batam na mulher (coutada do macho ibérico etc), portanto, grande ano para os defensores do camilo-lourencismo e do internacionalismo da classe descarada, grande ano para os comentadores, sobretudo para os que já passaram pelos governos que nos conduziram em contra-mão até esta bonita parede de cimento, grande ano para os humoristas e produtores de conteúdos que se apoiam na política (economia) à portuguesa, mea culpa, expiava-me com fogo e de boa vontade se dom manuel ainda por cá andasse, 2013 de sonho para paulo portas, uma espécie de sempre-em-pé que diz tudo e o seu contrário, não há cisma grisalho que caia sobre o velhinho thunderstruck, há mentirosos e canções populares que nunca saem de moda, não há linhas vermelhas, situações irrevogáveis, pentas autárquicos, congressos adiados sine die, palacetes das laranjeiras que cortem a raiz do pensamento, ele sim é o messias a que temos direito, o filho de deus que tira o pecado do mundo e que faz aterrar o evo morales, o homem que dá a outra face e que vai ao funeral do grande estadista hugo chávez um par de anos depois de apelidá-lo de ditador, o virtuoso que faz milagres e que deles beneficia, jesus e lázaro ao mesmo tempo, aleluia, tudo o resto foram frases mais ou menos inconsequentes que não ficarão para a história, nem as palavras nem aqueles que as proferiram, afinal de contas qual é a pressa, o que é que a constituição já fez pelos desempregados, mais o salário mínimo que só destrói a vida aos pobres, mais os três reis magos que deixaram de ter o seu escurinho, e os sem-abrigo que aguentam aguentam, e os portugueses que são cigarras e não são formigas (props para o ministro dos bófias que trepam escadas), mais o tomar no cu, e a narrativa, e o "não fui eleito coisissíma nenhuma", e o trabalhar sem comer durante um ano, e os carrascos que nos impõem maus costumes, e o brincar aos pobrezinhos, mais as desculpas a angola e o antes celta do que grego e o filho da mãe do schauble, uma fartura, se os meios são escassos as boutades são imensas, não nos podemos queixar, ponham os olhos no primeiro-ministro que só pode dar prendas à mais nova, todos temos de fazer sacrifícios, estamos todos no mesmo barco, inclusive os que antes já estiveram dentro dele e que agora passam por flibusteiros ao largo e em favor do povo, manuela ferreira leite e bagão félix e pacheco pereira e freitas do amaral entre tantos outros, uma animação, viva o ano dos swaps e do ajustamento que é muito bonito e dos enganos do fmi e da casa olímpica da língua portuguesa que abriu as portas ao relvas, ayudame tiengo molestia, e do pingo doce na holanda, e dos dinossauros nas autárquicas, e da excursão que foi comemorar com isaltino à carregueira, é que ele rouba mas faz, viva o ano do milagre económico, parece que o desemprego já quase não existe, que a martifer vai salvar o mundo com a ajuda do escritório de advogados do ministro da defesa, que a economia está em velocidade de cruzeiro, que as exportações estão do caralho, no que toca a gente, então, upa, upa, só foi pena termos de conviver com aqueles tipos das togas ali à rua do século, mas também diga-se, a justiça os tribunais as leis as constituições sempre foram maçada, precisávamos era de começar de novo, do princípio, sem preâmbulos nem atavismos nem povo cheiinho de idiossincrasias, deixem o messias e o passos tratarem da criação do homem novo, anda um espectro pela europa mas este é dos bons, vão ver que 2014 e o resto valerão a pena, precisamos mesmo é de um grande salto em frente como aquele que o pequeno crato trazia qual medalha ao peito, a história há-de absolvê-los, como dizia o camarada fidel, e quem sabe, se calha começarmos a exportar para cuba depois do aperto de mão do mr drone ao raul, ainda vamos ver o thunderstruck no funeral do barbudo, o futuro a deus, a portas, a passos, a merkel pertence. e como diria deng xiaoping, outro cromo de ouro da caderneta de crato, empobrecer é glorioso. ah, não, espera...

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por Pedro Vieira às 13:15



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