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Ursula K Le Guin acerca de Saramago, da obra, do homem, da viagem do elefante. no Guardian.
devia assassinar pessoas quando se apresentava, provocando-lhes mortais ataques de riso.
está aí o segundo número da renascida Alice, com uma entrevista ao grande Afonso Cruz e um texto do meu camarada dos livros Sérgio Lavos, entre outros quitutes. ide saborear, ide.
e no lugar do açougue franquista erguia-se um monumento a lazer e à modernidade, à fiesta, à gigantesca operação imobiliária que se supunha ir render milhões em receitas indirectas, turismo, concessões, parques de estacionamento, e enterrar outra vez e para sempre os pobres vencidos de 1939, os soldados rasos, os que nada têm a opor às escavadoras e às niveladoras para além da lista interminável dos seus apelidos e nomes próprios, a Stéphanie ficava de repente indignada, mas não haverá um monumento?, nem uma placa?, eu respondia não te preocupes, um arquitecto brilhante há-de encontrar maneira de dissimular uma vibrante homenagem na sua obra, disposto a colocar alguns falsos vestígios de balas num muro de betão, hoje o Fórum das Culturas é principalmente utilizado para concertos, dançam ali em cima de cadáveres como em Beirute, como no BO18 da Quarentena de Beirute, mas em vez da dança da memória trata-se da dança do olvido que é a única que é permitida pela memória estatal, a qual decide onde é bom as pessoas lembrarem-se e onde mais vale meter um parque de estacionamento
in Énard, Mathias, Zona, Publicações D. Quixote, p. 218
© rabiscos vieira
espero fervorosamente que o balanço do ano editorial lá mais para dezembro venha a incluir jorge vaz gomes – o crítico de badanas – no seu regaço. para se apurar da justiça da coisa é ir acompanhando a desdita por aqui ou por aqui. ou ainda ali.
Ruca gostaria mais do yann martel se ele se tivesse estreado com a vida de pipi.