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irmão lúcia



Sexta-feira, 28.02.14

Ruca descobriu que a eurodeputada do pcp votou contra a condenação da utilização de drones para execuções sumárias.

só pode ser uma groupie da amazon.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Pedro Vieira às 12:25


3 comentários

De job ...lázaro é este puto a 01.03.2014 às 20:08

dissabte, 1 març de 2014
BULHÃO PATO COM AMÊIJOAS E LÁZARO CÔNSUL COM MEMÓRIAS POUCO FRESCAS
JAMAIS TE PROVOQUEI.PELO CONTRÁRIO UM DIA
DEI-TE COM O MEU VOTO ACESSO À ACADEMIA
TU PAGASTE-LHE BEM!DAS TERRAS DO EXTRANGEIRO
INSULTASTE-A EM MALTEZ , VISCOSO ZOMBETEIRO
TUDO É MESQUINHO E VIL NO MEU TORRÃO NATAL!
ASSIM O DIZES TU, CONSUL DE PORTUGAL!
Bolhão Pato por Rafael Bordallo Pinheiro
Bulhão Pato, por Rafael Bordallo Pinheiro

“ Rodrigo da Fonseca Magalhães tomara conta da derrota política e seria cabido o equívoco, se derrota quisesse dizer – desbarato! O velho estadista, a meu ver, foi fatal! António Maria de Fontes Pereira de Melo manobrava ao catavento.
Moço, resoluto, ambicioso de glória e de mando; de inconcussa probidade; parlamentar eminente; insinuante nas maneiras e na figura. Um pouco mais alto que o vulgar entre nós; delgado, sadio, ativo, vontade decidida e tenaz; olhar penetrante; sempre no seu posto; sem perder jamais o aprumo e guardando restritamente as chamadas conveniências.
Apurado no trajo, acompanhando as frases cintilantes e espontâneas com o jogo da fisionomia e o gesto expressivo. Previdente. Assimilando todas as ideias que lhe pareciam úteis, e esse era o seu principal talento; confiando em si, mas conhecendo-se – não quis nunca rever um discurso; sabia que lhe faltava colorido e cunho literário. Imperativo, conquanto extremamente cortês.
Não aprecio, particularizando, os seus atos; avalio-lhe a inteligência e os dotes como homem. Tinha ânimo elevado, coração largo; nem sempre de inveja; nada de mesquinho na sua organização. Adorava a família; as nuvens políticas desfaziam-se, como ele dizia, assim que entrava no lar, onde era a afabilidade viva.
Estudou de mais o breviário de Rodrigo da Fonseca Magalhães. Tinha cegueira por aquele homem: foi o seu erro capital.
Recebeu ingratidões nefandas; nunca se vingou! Teve na vida torrentes de luz, durante mais de trinta anos, em que foi o arconte da política portuguesa; nenhuma sombra na morte, que o tomou nos braços, onde adormeceu sem contrações de agonia.
Para os que o choraram – foram muitos e eu fui um deles – morreu cedo; para a posteridade e para a glória, morreu tarde.
Já não tinha pulso com que pudesse dominar a corrente dos novos, que lhe haviam tomado as lições, que ele tivera do outro – do Raposa Começara a senti-lo amargamente, quando baqueou! E contudo, e apesar de tudo baqueou um grande homem!
Eu fiz-lhe um epitáfio, na época em que tratavam de levantar-lhe um monumento. É este:
Lutou, de aurora à noite, audaz sereno e forte;
E sorria, ao brandir a espada rutilante!
Ninguém teve mais luz no labutar constante;
Menos sombras ninguém, quando chegou a morte! “
As «Memórias» de Bulhão Pato (3 volumes, Typ. da Academia Real das Sciencias, 1894-1907) são de apetecível leitura, para quem queira conhecer o ambiente cultural e as principais figuras públicas da segunda metade do século XIX. É um reportório circunstanciado, escrito em bom português, de um memorialista que, muito mais do que poeta romântico, é hoje uma testemunha privilegiada que merece leitura atenta.
NOS MEIOS LITERATOSRaimundo António de Bulhão Pato nasceu em Bilbau e morreu no Monte da Caparica (1829-1912), viveu a sua infância no país basco sob os efeitos dramáticos da guerra civil. Em 1837, a família veio para Portugal, cansada das agruras da instabilidade espanhola, e em 1845 o jovem inscreveu-se na Escola Politécnica, frequentando, desde muito cedo os meios literários, onde conheceu Herculano, Garrett, Andrade Corvo, Latino Coelho, Mendes Leal, Rebelo da Silva e Gomes de Amorim. Com Herculano estabeleceu uma relação muito especial e intensa bem patente nas suas recordações, através das quais conhecemos muitos pormenores biográficos do historiador. Como poeta cultivou a influência romântica. A sua primeira obra é de 1850 («Poesias»), tendo publicado em 1866 a muito celebrada «Paquita» (depois de ter dado à estampa «Versos», em 1862). Herculano era generoso, mas económico. Comprado Vale de Lobos, aplicou todos os rendimentos ao custeio da propriedade rural e à edificação da casa» (…) «Azeite de prato, como é notório, era coisa que não se conhecia em Portugal. Foi Herculano quem deu a iniciativa fabricando o precioso azeite de Vale de Lobos». Bulhão Pato ensina-nos

De en sina nós a 01.03.2014 às 20:15

a pátria e instituidor da liberdade. «Os invejosos mordazes até inventaram que A.H. era homem áspero e brutal no trato. Não conheci ninguém mais sincero, mais simples e ao mesmo tempo mais amorável e sem afetação, delicado». E lembramo-nos do episódio de Tomás d’Alencar de «Os Maias», considerado por alguns a caricatura de B. Pato. Eça encarregar-se-ia, de desfazer o equívoco. «E visto que nada agora pode justificar a permanência do sr. Bulhão Pato no interior do sr. Tomás d’Alencar, causando-lhe manifesto desconforto e empaturramento – o meu intuito final com esta carta é apelar para a conhecida cortesia do autor da Sátira, a rogar-lhe o obséquio extremo de se retirar de dentro do meu personagem». E cabe uma derradeira nota, gastronómica. Bulhão Pato aparece associado às amêijoas que não são suas, mas uma homenagem do grande João da Matta. As suas receitas são de caça, que servia principescamente na casa do Monte da Caparica. Paulo Plantier («O Cozinheiro dos Cozinheiros») dá-nos o menu coevo: Açorda à Andaluza (com azeite Herculano), Perdizes à Castelhana, Arroz opulento e Lebre (essa sim) à Bulhão Pato.

Guilherme d'Oliveira Martins

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